Projeto destaca empreendedorismo com inovação tecnológica

painelsolar
Vice presidente da Rede de Incubadoras Sueli Vasconcelos e o inventor Roberto Campos.

O Ceará vem se destacando na inovação tecnológica promovida por startups. As startups são pequenas empresas dotadas de uma ideia inovadora e geralmente são apoiadas por uma empresa-anjo ou uma Incubadora. Um dos projetos atuais em destaque é o Painel Solar Heliotrópico. O inventor e empresário Roberto Campos explicou seu funcionamento. Segundo Roberto, este novo Painel Solar tem capacidade 6 vezes maior de captação de energia solar que os tradicionais. O diferencial? O Painel Heliotrópico tem movimento autônomo seguindo o movimento do Sol. Dessa forma a captação sempre é otimizada pois o painel está sempre alinhado com o astro rei. Roberto teve essa ideia ao observar a captação de Sol promovida pelas flores e pela vegetação.

Segundo a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), o Brasil utiliza apenas 10,14 kWth de potência solar por mil habitantes. Países como Chipre, Israel, Áustria e Barbados utilizam 657, 498, 205 e 200 kWth, respectivamente a cada mil habitantes. A inovação do Painel Heliotrópico promete alavancar o país nesse cenário global. Atualmente o invento encontra-se na fase de registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi). O invento será comercializado e a patente irá gerar divisas para o inventor.

Evolução do Empreendedorismo no Estado

O empreendedorismo no Ceará vem ganhando destaque na economia, apresentando crescimento baseado, principalmente, na inovação tecnológica. Até as últimas décadas, empreender era sinônimo de um tiro no escuro. A rede de apoio para o pequeno empreendedor era restrita apenas ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), criado em 1972 para incentivar quem desejasse empreender.

Com o advento da nova legislação fiscal, tributária e com o incentivo governamental, o empreendedorismo experimentou um crescimento promissor. A tributação simplificada reduziu a burocracia para as micro e pequenas empresas, desonerando quem resolve começar seu pequeno negócio. O Ceará tem destaque nesse cenário e um dos responsáveis pelo empreendedorismo com inovação é a Rede de Incubadora de Empresas (RIC).

A RIC foi constituída em 2008 como uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos. Sua função principal é consolidar as incubadoras do Estado, apoiando a criação inovadora e apoiando a inclusão de novos negócios. A articulação promovida pela RIC fortalece as pequenas empresas que estão engatinhando nos negócios, promovendo competitividade competência. Das incubadoras que formam a RIC podemos citar as que são vinculadas às tradicionais Instituições Acadêmicas do Estado como: IE-IFCE do Instituto Federal do Ceará, IncubaUece da Universidade Estadual do Ceará, EDETEC vinculada a Universidade de Fortaleza, Padetec vinculada a Universidade Federal.

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