A Dor de uma escolha

Achei esse meu antigo texto no Blog que já fechei e resolvi publicar por aqui para não perdê-lo na imensidão do frio cyberespaço.

A Dor de uma escolha

Caminhos, desvios, atalhos…

Todos possuímos os nossos, cabendo a nós efetuarmos a escolha mais sábia e equilibrada. É sabido que há momentos em nossa vida que, inexoravelmente, somos forçados a nos submeter a desígnios estranhos para nossa paupérrima compreensão terrena. Desígnios divinos quiçá… Isso varia de acordo com fé de cada um… Alguns caminhos são tão obscuros que não somos capazes de enxergar sequer uma veia de luz que nos alente e nos dê coragem para continuarmos a árdua caminhada. Tal caminho pode nos conduzir a um futuro promissor ou a nossa fatídica derrocada. Não podemos nos dar o luxo de procrastinar tal decisão porque a velocidade dos acontecimentos não nos perdoa. Um sábio pode ou não escolher aquilo que for melhor para si, entretanto, apenas seu conhecimento e experiência não são garantias suficientes para uma ótima tomada de escolha. Existem variáveis invisíveis à sua vã filosia…

Decisões, caminhos, direções…

Às vezes nos encontramos perdidos meio a um deserto de dúvidas assustadoras. Sem opções, sem direções, sem o mínino de sã consciência para sobrevivermos a tal provação desumana… Ao longe somos assomados pela presença maligna da possível derrota… Uma imagem desoladora e desesperada… Quando no auge da exasperação, sem forças, retornamos ao nosso âmago, aos intestinos da razão e da fé, conseguimos encontrar a escolha que dantes não nos era clara. É nesse momento que podemos enxergar a Luz superior que está sempre presente em nossa vida e , paulatinamente, somos levados a não enxergá-la no nosso quotidiano.

Acertos, falhas, mudanças…

Caminhos corretos podem nos levar a uma vida desejável porém entediante, ou feliz, ou enlouquecedora… Quem sabe vaticinar o futuro? Quem sabe aonde nos levará nossas decisões? Ninguém… Não fomos premiados com tal dom divino. Resta-nos acreditar em nós mesmos, termos fé, candura, flexibilidade e nunca, nunca desistirmos dos nossos sonhos…

Certezas…

Depois da licença que sempre é dada ao Poeta, retorno à fonte para inebriar-me de dúvidas atrozes que causar-me-ão um cálido torpor extasiante. Apaguem as velas, deixem a escuridão nos banhar…

Escrito por Roberto Félix em um belíssimo Crepúsculo Novembrino…
Escrito ao som de Edith Piaf in La Vie en Rose a bordo de uma generosa Taça de Tinto do Porto

R³ – “Renasço, a cada instante. Minha vida é igual a uma série de renascimentos. Sem que tenha havido morte. Sucessão de momentos que se somam. Os antigos deixam experiências, maturidade. Os novos vêm com a inocência e a contemplação. Neste renascimento, me faço criança e me incorporo ao que veio antes.” (Ignácio de Loyola Brandão in Não Verás País Nenhum)

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